segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Onde os GRANDES eram os "Donos"

Nossa Independência foi proclamada! Estamos “livres” de Portugal/metrópole! Mas, e agora? Que rumo tomar? Qual é a nossa identidade?

Somos um povo Portugafricanoeuropeuamericano?!

Bom, vamos começar tentando com os militares no poder (República da Espada)

“Marechal Deodoro da Fonseca? É a sua vez!”

E aí? Conseguiu o que? Progrediu o que? Nada de Fantástico? Muda o governo então.

Marechal Floriano Peixoto? Pode vim!

Foi Floriano e tantos outros que tentaram, mas os militares tiveram o seu real destino, voltaram aos QUARTÉIS.

Agora vamos ver se os civis resolvem. ”Vixe” começou a vez dos Barões: República Oligárquica

Presidentes da República Oligárquica

Nome

Período de governo

Procedência política e principais fatos

Prudente de Morais

1894-1898

Fazendeiro paulista, pretendia recuperar a economia frente aos problemas oriundos da Crise do Encilhamento e pacificar o Rio Grande do Sul (Revolta Federalista), o que de certa forma foi conseguido, porém teve de enfrentar a revolta de Canudos.

Campos Sales

1898-1902

Fazendeiro paulista, desenvolveu uma política econômica desfavorável a população, porém para as elites desenvolveu a Política dos Governadores.

Rodrigues Alves

1902-1906

Fazendeiro paulista. Não fez estragos à economia. Modernizou o Rio de Janeiro, enfrentou a Revolta da Vacina e erradicou a febre amarela.

Afonso Pena

1906-1909

Mineiro, apoiado pelos cafeicultores. Desenvolveu a política de valorização do café. Construiu ferrovias e estimulou a imigração. Morreu antes de completar o mandato.

Nilo Peçanha

1909-1910

Vice de Afonso Pena. Completou o mandato.

Hermes da Fonseca

1910-1914

Militar e político gaúcho (primeiro rompimento da política do café-com-leite). Teve um governo tumultuado, onde enfrentou a Revolta da Chibata (marinheiros) e a Guerra do Contestado.

Venceslau Brás

1914-1918

Político mineiro. Governou durante a 1ª Guerra e, durante o conflito, ocorreu um novo surto industrial no país.

Rodrigues Alves

1918

Foi reeleito presidente, mas faleceu antes de tomar posse.

Delfim Moreira

1918-1919

Vice de Rodrigues Alves governou o país interinamente, até a realização de novas eleições.

Epitácio Pessoa

1919-1922

Político paraibano deu especial atenção ao Nordeste. Os últimos meses de seu governo foram particularmente agitados (Revolta dos 18 do Forte de Copacabana).

Artur Bernardes

1922-1926

Político mineiro. Seu governo transcorreu inteiramente sob estado de sítio, em meio a constantes agitações e revoltas políticas (Revoltas Tenentistas).

Washington Luís

1926-1930

Político paulista de carreira preocupou-se em construir estradas e reformar as finanças. Seu governo foi sacudido pela Crise de 1929 nos EUA e depois pela Revolução de 30. Acabou deposto do cargo.

E ao fim de todos estes concluímos o óbvio: O dinheiro é quem manda.

Aconteceu: *Política dos Governadores

*Política do Café com Leite

*Coronelismo

*Voto de Cabresto

*Convênio de Taubaté

E só quem ganhou foi o rico, para o pobre NADA!

E toda essa “troca de favores” teve um desfecho:

· A crise econômica de 1929, desencadeada por uma superprodução e por um excesso de liberdade, teve reflexos graves aqui no Brasil. Nosso principal produto de exportação: o café. Nosso principal importador: os EUA! Mas, eles estão em CRISE! E agora? Literalmente quebramos! Os grandes cafeicultores afundaram-se em dívidas e desesperaram-se (Muitos chegaram ao suicídio)

· Movimento Trabalhista: em busca de Leis de proteção para melhores condições de trabalho. Comandados pelo Partido Comunista brasileiro (PCB).

· Tenentismo: os militares do exército, em sua maioria Tenentes, em busca de melhorias para aqueles que estavam fora de todos os benefícios durante todo esse tempo.

E em todo esse desgaste, o fim chegou. Um ciclo se quebrou! E Getúlio Vargas levou a “melhor”, a presidência brasileira.

Renata Medrado.

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