quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Crise de 1929 x Crise atual
Durante a Primeira Guerra Mundial, a economia norte-americana estava em pleno desenvolvimento. As indústrias dos EUA produziam e exportavam em grandes quantidades, principalmente, para os países europeus.
Após a guerra o quadro não mudou, pois os países europeus estavam voltados para a reconstrução das indústrias e cidades, necessitando manter suas importações, principalmente dos EUA. A situação começou a mudar no final da década de 1920. Reconstruídas, as nações européias diminuíram drasticamente a importação de produtos industrializados e agrícolas dos Estados Unidos.
Com a diminuição das exportações para a Europa, as indústrias norte-americanas começaram a aumentar os estoques de produtos, pois já não conseguiam mais vender como antes. Grande parte destas empresas possuía ações na Bolsa de Valores de Nova York e milhões de norte-americanos tinham investimentos nestas ações.
Em outubro de 1929, percebendo a desvalorizando das ações de muitas empresas, houve uma correria de investidores que pretendiam vender suas ações. O efeito foi devastador, pois as ações se desvalorizaram fortemente em poucos dias. Pessoas muito ricas, passaram, da noite para o dia, para a classe pobre. O número de falências de empresas foi enorme e o desemprego atingiu quase 30% dos trabalhadores.
A crise, também conhecida como “A Grande Depressão”, foi à maior de toda a história dos Estados Unidos. Como nesta época, diversos países do mundo mantinham relações comerciais com os EUA, a crise acabou se espalhando por quase todos os continentes.
A crise de 1929 afetou também o Brasil. Os Estados Unidos eram o maior comprador do café brasileiro. Com a crise, a importação deste produto diminuiu muito e os preços do café brasileiro caíram. Para que não houvesse uma desvalorização excessiva, o governo brasileiro comprou e queimou toneladas de café. Desta forma, diminuiu a oferta, conseguindo manter o preço do principal produto brasileiro da época. Por outro lado, este fato trouxe algo positivo para a economia brasileira. Com a crise do café, muitos cafeicultores começaram a investir no setor industrial, alavancando a indústria brasileira.
A solução para a crise surgiu apenas no ano de 1933. No governo de Franklin Delano Roosevelt, foi colocado em prática o plano conhecido como New Deal. De acordo com o plano econômico, o governo norte-americano passou a controlar os preços e a produção das indústrias e das fazendas. Com isto, o governo conseguiu controlar a inflação e evitar a formação de estoques. Fez parte do plano também o grande investimento em obras públicas (estradas, aeroportos, ferrovias, energia elétrica etc), conseguindo diminuir significativamente o desemprego. O programa foi tão bem sucedido que no começo da década de 1940 a economia norte-americana já estava funcionando normalmente.
Características da crise atual
Antes de se constituir numa teoria, a crise do sistema capitalista-imperialista é hoje uma realidade à flor da pele de todo o mundo. Ela se manifesta, entre outras formas, através do desemprego em massa, da tendência à estagnação econômica, da instabilidade monetária internacional – traduzida nos intermitentes terremotos cambiais que vêm abalando diferentes nações ao longo dos últimos anos.
Também não me parece exagerado classificar como crítico o cenário geopolítico, caracterizado pela decadência e crescente agressividade da potência capitalista hegemônica, cuja política está produzindo um visível acirramento das contradições interimperialistas - como se pode deduzir das tensões entre EUA e União Européia decorrentes da guerra no Golfo Pérsico -, sendo igualmente flagrante o aguçamento do choque de interesses entre o centro e a chamada periferia do sistema.
Os movimentos sociais, e em particular o movimento operário, ainda carecem de uma análise consensual sobre as características e perspectivas de evolução desta crise, embora haja uma convergência de opiniões em torno de importantes questões relacionadas ao assunto.
A observação de alguns fenômenos em curso sugere que a crise em tela, na qual se entrelaçam aspectos econômicos e políticos (1), está em larga medida globalizada e poderia, por conseqüência, ser classificada como crise geral, estrutural ou sistêmica, conforme propõem diferentes observadores. Não será difícil notar, ainda, que ela exibe particularidades históricas novas, diferenciando-se em muitos aspectos de outras crises verificadas ao longo da história do capitalismo (incluindo a dos anos 30 do século passado), embora carregando muitas características daquelas e expressando as contradições históricas fundamentais do capitalismo, derivadas da forma de propriedade, da oposição entre produção e consumo e da crescente incompatibilidade entre as relações de produção burguesas e as forças produtivas modernas.
Com a compreensão de que nossa análise deve ter como ponto de partida e de chegada a realidade histórica objetiva e concreta, enumero a seguir alguns fenômenos que, a meu ver, demonstram a existência da crise e constituem provavelmente suas principais formas de manifestação (2):
1- Redução progressiva das taxas de crescimento econômico, sugerindo uma tendência à estagnação.
2- Desemprego massivo e estrutural, que decorre tanto do crescimento medíocre quanto do avanço da produtividade do trabalho nas condições do capitalismo.
3- Instabilidade monetária mundial, que se desdobra em recorrentes crises cambiais e financeiras.
4- Declínio do poderio econômico relativo dos EUA e decomposição do padrão dólar, fenômenos estreitamente associados à instabilidade monetária, que podem se desdobrar em grave crise geopolítica.
Comparação das Crises:
Crise de 1929
A Crise de 29 é um marco de uma revolução do pensamento econômico. Aqui no Brasil os efeitos foram sentidos, principalmente, pelos exportadores. A demanda por bens brasileiros, notadamente o café, que ocupava posição de destaque na pauta de exportações, reduziu no mercado internacional.Segundo o economista inglês John Maynard Keynes, somente o Estado teria a capacidade para conferir equilíbrio e estabilidade ao sistema econômico de uma nação.
Crise atual
A grande oferta de credito no mercado americano mostrou uma ilusão no mercado imobiliário levando milhares de pessoas a adquirirem empréstimos sem condições (sub-prime). Estes empréstimos culminaram com vários bancos e segurados gerando desconfianças em todo o sistema. Alguns economistas já fizerem comparação com a crise de 29, pelas conseqüências, mas, tem-se que considerar que os motivos são diferentes, a crise atual foi no mercado financeiro e a crise de 1929 no mercado de produção.
O drama do desemprego
O desemprego sempre foi um problema no capitalismo, Adquire contornos diferentes de acordo com as diversas fases e períodos de desenvolvimento do sistema. Na atualidade, ganhou uma dimensão alarmante e se manifesta de forma generalizada nos países capitalistas. É comparável, para alguns países, à realidade econômica decorrente da Grande Depressão de 1929 nos EUA.
O desemprego massivo pode ser explicado em boa medida como uma contrapartida da redução das taxas de crescimento, mas isto não é tudo. O avanço da produtividade do trabalho nas condições do capitalismo, traduzido muitas vezes na introdução de novas tecnologias, também contribuiu para agravar o drama. A ociosidade involuntária e indesejada de centenas de milhões de trabalhadores e trabalhadoras talvez seja a forma mais dramática da manifestação da crise econômica do capitalismo.
De um lado, o fenômeno revela a crescente incompatibilidade entre as relações de produção capitalistas e o grau de desenvolvimento das forças produtivas modernas, cuja capacidade é subutilizada na medida em que seu mais importante componente, o trabalhador, aquele que cria novo valor, é condenado ao ócio. De outro, o desemprego agrava a contradição entre produção e consumo, uma vez que quem está desempregado não produz e tampouco recebe salário, sobrevivendo com um seguro-desemprego nos países onde este existe. O aumento do desemprego, associado à depreciação dos salários e precarização das relações e condições de trabalho, tende a deprimir os mercados internos (como, por exemplo, ocorreu no Brasil entre 1996 e 2002), ampliando conseqüentemente o hiato entre produção (ou a capacidade instalada de produção) e o consumo, o que como Marx já assinalava alimenta as crises de superprodução.
Tamires Conceição
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Tenentismo
O tenentismo foi o movimento político militar que, pela luta armada, pretendia conquistar o poder e fazer reformas na República Velha. Era liderado por jovens oficiais das Força Armadas, principalmente tenentes.
Quais eram as principais propostas do tenentismo?
Os tenentes queriam a moralização da administração pública e o fim da corrupção eleitoral. Pregavam a instituição do voto secreto e a criação de uma justiça eleitoral honesta. Defendiam o nacionalismo econômico: a defesa do Brasil contra a exploração das empresas e do capital estrangeiros. Desejavam uma reforma na educação pública para que o ensino fosse gratuito e obrigatório para os brasileiros.
Desiludidos com os políticos civis, os tenentes exigiam maior participação dos oficiais militares na vida pública. Ou seja, queriam os militares mandando no país.
A maioria das propostas do tenentismo contava com a simpatia de grande das partes médias urbanas, dos produtores rurais que não pertenciam à oligarquia dominante e de alguns empresários da indústria.
Revolta do Forte de Copacabana
Tropas fiéis ao governo imediatamente cercaram o Forte de Copacabana, isolando os rebeldes. Não havia condições para resistir. Entretanto, numa atitude heróica,17 tentes e um civil saíram para as ruas num combate corpo-a-corpo com as tropas do governo. Dessa luta suicida, só dois rebeldes escaparam com vida: os tenentes Eduardo Gomes e Siqueira Campos. O episódio ficou conhecido como os 18 dos Forte.
Revoltas de 1924
Dois anos depois da primeira revolta tenentista, explodiram novas rebeliões tenentistas em região como o Rio Grande do Sul e São Paulo.
Depois de ocupar temporariamente a capital de São Paulo, a tropa tenentista teve que abandonar suas posições diante da ofensiva reação armada do governo.
Com uma numerosa e bem armada tropa de mais ou menos mil homens, os rebeldes formaram a coluna paulista, que surgiu em direção ao sul do país, ao encontro de outra coluna militar tenentista, liderada pelo capitão Luís Carlos Prestes.
A Coluna Prestes
As duas forças tenentistas uniram-se e decidiram percorrer o interior do país, procurando o apoio do povo para novas revoltas contra o governo. Nascia, assim, a chamada Coluna Prestes, pois as tropas eram lideradas pelo capitão Luís Carlos Prestes.
Durante mais de dois anos (1924 a 1926), a Coluna Prestes percorreu 24 mil quilômetros através de 12 estados brasileiros. Sem descanso, o governo perseguia as tropas da Coluna Prestes que, por meio de brilhantes manobras militares, conseguia escapar das perseguições.
Em 1926, os homens que ainda permaneciam na Coluna Prestes decidiram ingressara no Bolívia e desfazer, finalmente, a tropa.
A Coluna Prestes não conseguiu provocar revoltas capazes de ameaçar seriamente o governo. Mas manteve acesa a esperança revolucionária de libertar o país do domínio da velha oligarquia.
Por: Haline,Laísa,Thamyres
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Primeira e Segunda Guerras Mundiais
Primeira Guerra Mundial:
O que foi?E quais as influências da Primeira guerra em nossas vidas?
A Primeira Guerra Mundial foi um período de grandes transformações no cenário mundial, resultante de conflitos entre as nações imperialistas que rivalizavam em torno da divisão territorial do nosso planeta. Participaram inicialmente desse conflito armado, a Tríplice Entente- Império Britânico, França e Império Russo ( até 1917) e Estados Unidos (a partir de 1917) que derrotou a Tríplice Aliança- liderada pelo Império Alemão, Império Austro-Húngaro, Império Turco-Otomano.
Durante esse período aconteceram inovações tecnológicas em busca de melhores armamentos. O “poderoso” Império Russo antes tido como grande potência européia, devido ter derrotado o império napoleônico, agora mostrava toda a sua incapacidade perante os seus inimigos, principalmente o Japão que agora havia nascido para o mundo. Foram conseqüências diretas ou indiretas desse conflito:
*Revolução russa
*A Crise de 1929
*Segunda Guerra Mundial
O Brasil durante a Primeira Guerra Mundial tentou manter-se inicialmente neutro, exportando o seu principal produto o “café”. Foi o único país latino-americano a participar da guerra.
Hoje, podemos observar que muitos, senão, a maioria dos conflitos que ocorreram e continuam acontecendo em todo planeta tem associação com os estigmas daquela grande guerra ocorrida entre os anos de 1914-1918, como é o caso do continente africano que até hoje enfrenta problemas, devido a mistura étnico-social feita pelos países poderosos da época .
Por quais razões tais influências ainda co-existem em um mundo tão globalizado? “Será que há algum interesse das nações desenvolvidas de nossa época nessa descomunhão mundial?”
Por: Fernando da Cruz Souza
Segunda guerra mundial:
Continuação da maior tragédia da humanidade, da qual nunca esqueceremos.
Alguns afirmam que a crise de 29 seria o marco para a segunda guerra ter inicio, no entanto, sabemos que desde 1918, com o estabelecimento do ratado de Versalhes o orgulho alemão foi extremamente ferido, criando um perigoso clima de revanchismo.
É fato que o crack da bolsa em 1929 permitiu a ascensão de regimes de extrema direita, que manifestavam
suas amplas oposições ao capitalismo liberal e principalmente ao comunismo. Dentre estes movimentos,
que dominaram o mundo da época estava o que levou Hitler, futuro autor
de um dos mais cruéis massacres da história.
Na Alemanha o nazismo ganhou força, e, dotado de imenso apoio popular Hitler se tornou Fuher. Aos poucos, e a medida que seu poder crescia a Alemanha desrespeitava cláusulas do tratado de Versalhes, contudo, isto foi ignorado pelos países que o impuseram; muito mais preocupados com o avanço do comunismo soviético que, desde o fim da 1ª guerra, crescia.
A ideologia hitlerista afirmava que era necessário um “espaço vital” para o bom desenvolvimento da raça ariana (superior às outras), daí a guerra. Como estratégia a Alemanha assinou um tratado de não agressão com a URSS e formou o eixo, junto à Itália e Japão.
Com a invasão da polônia iniciou-se o que todos previam, o acerto de contas não resolvidas durante a primeira guerra começou.Bem sabemos que foi ela que “salvou” o mundo dos impactos da crise de 29, mas, valeu a pena? A partir de então milhares de pessoas perderam suas vidas: todo o poder bélico desenvolvido no período entre guerras foi aplicado. A Alemanha rompeu o tratado de não agressão com a URSS e sofreu a sua primeira derrota em Stalingrado. A este passo a guerra tinha um novo participante: os EUA, que entraram após um ataque à base de Pearl Harbor.
Durante a segunda guerra Hitler empreendeu um dos maiores massacres étnicos da historia. O anti-semitismo marcou o mundo, negativamente, com os guetos judaicos e campos de concentração. O Japão também promoveu uma imensa chacina na China.
A Alemanha de Hitler parecia invencível, mas um país foi decisivo para a vitória aliada, e muitos se enganam ao pensar ter sido os EUA , aquele foi a URSS que havia se fortalecido sob o comando de Stálin e dos planos qüinqüenais. A os aliados expulsaram o eixo da áfrica, e no dia mundialmente conhecido como dia D, as tropas aliadas desembarcaram na Normandia e realizaram uma estratégia que pegou ao Alemanha por um flanco inesperado.
As tropas aliadas cercaram Berlim, e o Fuher se matou. Estaria tudo acabado e não haveriam duas horríveis manchas no passado histórico mundial não fosse a relutância, japonesa.
Em 45, duas rosas foram lançadas espalhando seu podre perfume em Hiroshima e Nagasaki. Estima-se que a radiação tenha matado mais que as explosões. Afinal estava acabado, o Japão se rendeu e os EUA firmaram sua hegemonia como a maior potência capitalista;
O mundo, assim como Berlim foi divido em duas áreas de influencia: capitalista e comunista. Os países que não aderiram a nenhum dos dois blocos foram chamados de terceiros ou países de terceiro mundo. As bombas atômicas, mais que um ato contra o Japão foi um alerta norte americano à URSS e a todas as nações socialistas. Terminava a segunda guerra, começava a guerra fria.
Por: João Paulo Almeida de Queiroz

